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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O Rolezinho em Porto Alegre, no Shopping Moinhos, valeu a pena? - O Som da Verdade #20



Hoje faz um ano que foi realizado o Rolezinho em Porto Alegre.

E será que valeu a apena? Qual era o objetivo disso e por qual motivo foi feito?

Para entender esta questão, precisamos lembrar de qual era o objetivo deste evento. Esta mensagem estava no convite do evento:

"A manifestação é apresentada como um apoio ao povo da zona leste de São Paulo e das periferias das grandes cidades de todo o Brasil contra toda forma de opressão aos pobres e negros, em especial contra a brutal e covarde ação diária da polícia militar no Brasil, seja nos shoppings, nas praias ou nas periferias”.

Este Rolezinho, foi um passeio dentro de um shopping com a intenção de fazer uma crítica contra a desigualdade e o racismo. Ocorreu inclusive, uma combinação com o Shopping, com a polícia militar e EPTC, antes de tudo ocorrer. Todos os cuidados prévios, foram tomados antes do evento para uma correta organização.

Obviamente, mesmo combinando e programando o evento com o Shopping, eles solicitaram, sem avisar aos organizadores, uma liminar para impedir a entrada do "Rolezinho" no Shopping Moinhos, o que foi negado pela juíza responsável. Entretanto, ela concedeu uma liminar para casos de vandalismo, no valor R$150.000,00 caso ocorresse.

Centenas de críticas foram realizadas antes, durante e depois da manifestação. Na maioria dos casos apenas julgando os participantes, com adjetivos criativos. A ofensa e até mesmo a ameaça, tornaram-se parte da minha rotina, pois apesar de termos total liberdade de criar um ato como este, existem pessoas que se irritam a ponto de organizar uma vingança, seja virtual, ou pessoal e não raro, são as que mais clamam por "democracia e justiça" (individual, claro) em nosso país.

Defendem a vingança, justiça com as próprias mãos, mas não reconhecem o ato de protestar pacificamente, a não ser que elas façam isso, aí é totalmente válido.

No dia do evento, apesar de bem recebidos pela polícia, tivemos a surpresa da liminar, uma entrevista coletiva com a imprensa, cara feia dos seguranças, o relato do conselheiro tutelar Cristiano Pinto, dizendo que o Conselho recebeu telefonemas com tom de racismo e preconceito, vitrines de joalherias vazias e muitas lojas até fechadas. Tudo isso, pelo medo. O que comprovou que as muitos tinham plena certeza de que ocorreriam atos horríveis aquele dia.

Cerca de quatrocentas pessoas confirmaram o evento, que foi denunciado e deletado por duas vezes no Facebook. Foi incrível a repercussão midiática e o forte aparato de seguranças montado simples fato de um passeio de não mais de 70 jovens de periferia em tal estabelecimento (desde o início esperávamos entre e 50 e 100 jovens devido ao terror social espalhado e ao difícil acesso deste estabelecimento em relação aos bairros mais pobres da capital).

Nosso grupo era montado por jovens de periferia, estudantes universitários, professores, pela UJS (que aderiu a este movimento de maneira, pois não tínhamos qualquer ligação), advogados, conselheiros tutelares, e até por moradores da nobre região que apoiaram o grupo. Tudo que fizemos foi passear, olhar, lojas, consumir sorvete e refrigerante na praça de alimentação, conversar e se divertir.

Apesar disso tudo, tivemos mais jornalistas do que participantes (Para tristeza de alguns que adorariam ver violência, quebradeira e sangue). O evento em si, foi um sucesso. Como não aconteceu nenhum caso de vandalismo, ou violência, nem ofensa, o processo foi cancelado pela administração do estabelecimento em comum acordo com a organização do Rolezinho.

Claro que quem julgou e não apoio desde o início, criticou dizendo que não atingimos nosso objetivo. Mas a mensagem era a crítica e isso foi feito. Nunca foi nossa intenção quebrar nada, nem gerar nenhum tipo de prejuízo, pelo contrário, consumimos lá dentro. Queríamos mostrar a reação das pessoas quando jovens pobres entram em um Shopping, em um bairro nobre de Porto Alegre e nossas suspeitas se mostraram totalmente verdadeiras.

Muitas pessoas deram entrevistas dizendo que aquilo era inadmissível, que estavam retirando o espaço dos demais - espaço este que mesmo em um estabelecimento privado, permite acesso público - e que deveria ser reprimido pela polícia e impedimento judicialmente. Ameaças, julgamentos, suposições, deduções e até uma "vidência sarcástica", isso tudo foi desmentido não só por nós, mas pela polícia que negou enviar policiais para prevenir crimes que ainda não haviam ocorrido e até mesmo pela justiça, que não impediu a entrada de ninguém, pois a mesma é e deve ser pública, sem poder controlar o acesso de pessoas.

Por fim, isso tudo ocorreu devido a criminalização de grupos de pessoas - jovens -, onde várias generalizações foram feitas e o preconceito foi grande. Nós mostramos que não somente é possível organizar um protesto pacífico em qualquer lugar, como entregamos nossa crítica e passamos a mensagem para os demais organizadores de Rolezinhos que eles poderiam, se quisessem, organizar melhor estes eventos. Posteriormente, pretendíamos continuar com novos eventos culturais em outros locais, mas infelizmente a ideia não foi mantida, por vários motivos. Entre eles uma guerra ideológica que começou como reclamação em janeiro do ano passado e teve seu crescimento durante as eleições. Onde pessoas só visualizam tudo a partir de dois pontos e muitas vezes pretendem dividir o país desta forma.

É muito importante repensar esta crítica hoje. O pensamento egoísta e individualista e negativista, infelizmente se faz mais presente e mais forte todos os dias em nosso país. Precisamos reconsiderar isso e tentar entender melhor os motivos de tanta generalização, preconceito e visão acrítica por qualquer fato cotidiano. Essa foi e continua sendo a mensagem principal disso tudo.





Veja abaixo os links das principais reportagens do fato no ano passado:

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=151884

http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=516549

http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/rolezinho-politico-em-shopping-tem-muita-seguranca-e-pouca-diversao,5f4ef498a9ca3410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html 

http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rs/noticia/100000657975/Organizadores-do-Rolezinho-da-capital-prometem-manifestacao-pacifica.html

http://www.radioguaiba.com.br/Noticias/?Noticia=514948

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1399935-rolezinho-no-rs-tem-funk-em-praca-de-alimentacao-apesar-de-liminar.shtml

http://polibiobraga.blogspot.com.br/2014/01/brigada-seguranca-privada-e-oficial-de.html

http://www.jornaldelondrina.com.br/brasil/conteudo.phtml?tl=1&id=1440932&tit=rolezinho-no-rs-tem-funk-em-praca-de-alimentacao

http://www.jcnet.com.br/Nacional/2014/01/rio-e-porto-alegre-tem-rolezinhos.html

http://www.youtube.com/watch?v=hhxPG_eGr8c

http://www.filosofiahoje.com/2014/01/rolezinhos-porto-alegre.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-01-18/rolezinho-se-expande-pelo-pais-com-carater-de-protesto.html

http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rs/noticia/100000657803/e-marcado-rolezinho-com-refri-e-pao-com-mortadela-em-porto-alegre.html

http://www.opovo.com.br/app/opovo/brasil/2014/01/20/noticiasjornalbrasil,3193488/shoppings-fecham-mas-rolezinhos-sao-mantidos.shtml 

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=151829

http://www.rondoinformacao.com.br/nacional/7181-rolezinho-com-refri-e-pao-com-mortadela.html

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,rolezinho-nao-e-caso-de-policia-diz-ministra-dos-direitos-humanos,1119798,0.htm

http://www.jornalfloresta.com.br/index.php/noticias-2/geral/1153-porto-alegre-tem-tres-rolezinhos-marcados

http://maurenmotta.com.br/noticias/comportamento/rolezinho-chega-a-porto-alegre/

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/01/16/carvalho-acao-da-policia-em-rolezinhos-pode-colocar-gasolina-no-fogo/

http://www.filosofiahoje.com/2014/01/o-rolezinho-o-som-da-verdade-17.html

Autor: Fábio Fleck (Filosofia Hoje)

Wikipédia, é uma fonte confiável? - O Som da Verdade #19



A Wikipédia, é um projeto livre, da fundação Wikimedia, criado em 2001 por Jimmy Wales e Larry Sanger. Trata-se de uma coleção de muitas páginas interligadas (em cerca de 232 línguas) e cada uma delas construída de maneira coletiva sob a licença GNU (open source). O nome surgiu do termo wiki wiki, que quer dizer: rápido, ou veloz na língua havaiana.

Um assunto que sempre retorna as nossas conversas, é se a Wikipédia é confiável ou não. Seja na mesa do bar, ou na universidade, trata-se de uma dúvida recorrente.

Muitas vezes respondi esta dúvida simples, dizendo que assim como qualquer outro portal aberto para livre colaboração online, lá haviam várias regras a serem seguidas, bem como administradores responsáveis por fiscalizar e revisar conteúdos, denúncias e até vandalismos virtuais. Ou seja, não era tão simples como o clichê ouvido por aí: "Não é confiável, pois qualquer um pode editar".

Claro. Sabemos que "não é bem assim" pra alterar um conteúdo na página, ou pelo menos não era. Existem muitas regras, como podemos visualizar através deste link:

Todos podem publicar conteúdo on-line desde que sigam as regras básicas estabelecidas pela comunidade, como por exemplo a verificabilidade do conteúdo ou notoriedade do tema. Dentre as diversas páginas de ajuda à disposição dos editores, estão as que explicam como criar, editar um artigo ou inserir uma imagem. A Wikipédia é uma "enciclopédia livre", onde qualquer internauta disposto a compartilhar informações pode fazer suas contribuições. É possível criar verbetes relativos a qualquer área de conhecimento.

Muitas pessoas questionam inclusive o termo enciclopédia usado pelo portal, para designar este projeto, pois acaba implicando certa responsabilidade que ela não tem, ou mesmo não pode garantir. Segundo as regras da Wikipédia, todas as informações contidas nos conteúdos precisam ser embasadas em fontes confiáveis, mas é aí que pode começar o problema. Quais fontes são confiáveis? De que maneira é feita a revisão e que critérios seus administradores utilizam para eventuais correções? Muitas vezes podemos notar que as regras valem para alguns artigos e para outros não!

A própria Wikipédia admite que ela não deve ser utilizada como fonte primária de investigação. Além disso, na sua seção “About Wikipédia”, ela adverte que os “utilizadores devem estar cientes de que nem todos os artigos têm a qualidade de uma enciclopédia, podendo conter informação falsa ou controversa”.

Um dos fundadores da Wikipédia: Larry Sanger, também já disse que ela não é muito confiável. Para exemplificar, ele citou que há muita dificuldade na gestão de conteúdo e que já ocorreram uma série de escândalos por lá, entre estes, podemos citar uma guerrinha de funcionários da Apple e da Microsoft, um mudando artigos da empresa do outro.

É inegável que o projeto é muito bom e que já contribuiu muito com o conhecimento na internet, trouxe inclusão e acessibilidade de informações, é um dos dez sites mais visitados do mundo e contém mais de 6 milhões de verbetes e definições, porém a imprecisão e o método utilizado para edição de conteúdos, são os principais problemas da Wikipédia e um dos fatores que levaram a um dos fundadores abandonar o projeto.

Ele criou o site Citizendium, que ainda é realizado com contribuições dos usuários mas, esclarece Sanger, o diferencial é a constante monitoração feita por um grupo de especialistas e professores universitários, o que realmente faz toda a diferença.

Seguem abaixo os principais fatores para não se confiar na Wikipédia:

- Falta de verificação dos fatos sobre temas especializados;
- Parcialidade e conflitos de interesse;
- Disputas científicas e políticas;
- Exposição a agentes e advogados políticos;
- Patrulhamento ou higienização de artigos;
- Edição por recompensas financeiras;
- Conflitos envolvendo criadores de políticas do site;
- Tendenciosidade sistêmica;
- Tendenciosidade liberal (inclinações ideológicas);
- Anonimato dos editores;
- Nível do debate, guerras de edição, guerras de ofensas e assédio;
- Expansão da autoridade de administrador e abusos;
- O número de editores ativos na Wikipédia não tem crescido;
- A contribuição por parte de colaboradores ocasionais tornou-se mais complicada.

Fatos no Brasil:

É bom relembrar alguns casos recentes de pessoas que tiveram problemas com seus perfis na Wikipédia:

1) A rede de internet do Palácio do Planalto foi usada para alterar os perfis, no site Wikipédia, dos jornalistas Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão. Veja aqui mais informações sobre o caso.

2) Várias alterações incorretas foram feitas na biografia de Juremir Machado Jornalista gaúcho. Veja aqui mais informações sobre o caso.

3) Várias alterações negativas foram realizadas no perfil biográfico do ministro Gilmar Mendes. Veja aqui mais informações sobre o caso.

4) O perfil biográfico do Filósofo Paulo Ghiraldelli, foi apagado da Wikipédia após votação interna de alguns wikipedistas, onde o motivo alegado é plenamente pessoal e que fica evidente ao ler os argumentos. Veja aqui mais informações sobre o caso.


O que todos estes casos acima têm em comum? Simples: Motivos ideológicos.

Infelizmente, a Wikipédia não é mais uma fonte confiável.

E por fim, para que haja o devido destaque, os editores que possuem as famas mais negativas na Wikipédia e inclusive envolvimento nos casos citados acima, são:

Yanguas, que se diz Jornalista e Chico Venâncio. Basta fazer uma rápida pesquisa na internet para saber e constatar suas inclinações ideológicas em suas edições.


Autor: Fábio Fleck (Filosofia Hoje).

Caos na Saúde Pública? O SUS funciona? - O Som da Verdade #18 #CaosnaSaúde


Antes de qualquer coisa, precisamos deixar claro que esta não se trata de uma crítica apenas ao governo vigente, mas sim a todo o sistema da saúde.

É obvio que o governo atual, aliás, todos os políticos poderiam fazer, ou tentar qualquer solução para o caos que temos no SUS.

Você já precisou usar o SUS? Bem. Fazia tempo, mas muito tempo que eu não precisava, pois sempre utilizo convênio médico empresarial.

Se você assim como eu tem a possibilidade de ter um plano de saúde, ou mesmo pagar um médico e hospital particular, faça isso.

Precisei utilizar o hospital público, pois meu filho apresentou quadros de problemas neurológicos, como dores de cabeça, espasmos e outros problemas nos nervos, algo como uma convulsão.

Chegando ao posto médico de saúde, fomos orientados a ir diretamente para um hospital da rede pública, pois a situação era urgente.

 Na emergência deste hospital, após uma espera de quatro horas a pediatra o encaminhou para uma avaliação com o neurologista de plantão (não para estes casos, pois ela era uma neurocirurgiã). Foi feito um exame e nada foi detectado. Então esta médica especialista nos informou que ele precisava urgentemente ser avaliado por um neurologista pediátrico em outro hospital. Disse que ele poderia ser levado de ambulância, mas como demoraria duas horas para o veículo ficar disponível, preferimos ir de carro rapidamente.  Chegando lá, uma pediatra o avaliou e disse que ele estava bem (leia-se: não estava morrendo). Por isso, poderia ir para casa, agendar uma consulta no posto médico para a próxima semana e voltar ao hospital em caso de urgência.

Ficamos na dúvida. Por que uma médica especialista nos orienta a procurar um neurologista pediátrico, mas a pediatra diz que não é urgente? Há uma discrepância nestas informações e alguém errou. Voltamos ao primeiro hospital para questionar isso da própria médica que nos indicou que o caso era urgente. O enfermeiro da triagem, já tentou nos dispensar ali mesmo.

Disse que se a médica orientou ir para casa e agendar a consulta, era para seguir esta recomendação. Após questionar dezenas de vezes o desencontro das informações, após quase termos que chamar a polícia para ter o atendimento solicitado, passamos por outro médico (após mais duas horas de espera) era outro neurocirurgião de plantão, que disse que sua colega anterior se equivocou e nos assustou por nada. Que isso provavelmente poderia ser apenas um problema psiquiátrico e informou que provavelmente poderia ser síndrome de Tourette. Sem os vários exames necessários para diagnosticar isso corretamente. Disse com estas palavras: “- Não se preocupem ninguém morre disso!”. E reforçou para agendar as consultas via posto médico regional.

Agendamos na sexta e o posto informou que nos ligaria na segunda-feira para dizer para que dia ficasse marcada a consulta. Mas no domingo ele teve outra crise e preferimos levar em um Hospital de Pronto Socorro, dado o histórico negativo dos hospitais anteriores.

Falei com uma renomada psiquiatra, Dra. Ana Hounie. E ela me informou que isso não parecia síndrome, que ninguém pode adivinhar isso sem os devidos exames e que se ele tinha dores de cabeça, era urgente sim e orientou a retornar ao hospital para avaliação neurológica. Seguimos esta orientação.

Fizemos o boletim de atendimento no terceiro hospital e na triagem, pasmem, informaram que também não possuíam esta especialidade e sugeriram um quarto hospital infantil. Chegando lá, apesar da demora, conseguimos o atendimento e a internação, do meu filho, pois o médico informou que realmente este caso era emergencial. Mesmo com a morosidade dos exames, falta de empatia e vontade por parte dos médicos ele está sendo atendido.

Fica a pergunta: Se não era grave, ou urgente, porque ele foi internado neste quarto hospital? Por que esta demora e este desencontro nas informações?

Eu denunciei o caso para a câmara de vereadores, para a secretaria de saúde e para a ouvidoria dos hospitais, ainda sem resposta.

Mas o tempo que precisei ficar no SUS, consegui ouvir e ver com os meus próprios olhos as reclamações das pessoas. O tempo imenso que ficam em uma fila. Às vezes quatro horas para receberem um diagnóstico falho, errado, ou sem os exames necessários. As pessoas retornam para suas casas, pioram e precisam voltar ao hospital e esperar horas novamente. Muitos desistem. E quantos não morrem na porta dos hospitais? O descaso, a falta de aparelhos, especialistas, falta de vontade de atender são fatores críticos para esta situação.

Porém, precisamos observar que a falha parece ser muito mais estratégica e gerencial e até político do que simplesmente operacional. Estas pessoas seguem protocolos e procedimentos – Como o de Manchester – que não atende a população. Categorização por cores, portarias que derrubam o direito garantido de certos atendimentos prioritários, são exemplos coisas básicas que poderiam mudar, mas nosso dever é o de denunciar todos os casos para todos os canais possíveis!

Para ilustrar que o meu não é um caso isolado, observe abaixo mais noticiais sobre o SUS e reflita sobre este tema!!!!!!!

Gráfico de denúncias:



Notícias sobre saúde pública:

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2014/02/13/exame-pelo-sus-demora-quatro-anos-para-ser-marcado-na-bahia.htm

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/08/falta-de-macas-traz-caos-ao-atendimento-de-emergencia-pelo-pais.html  

http://www.uirauna.net/sus-esta-atendendo-60-mais-pacientes-dos-planos-de-saude/
http://saudebusiness365.com.br/noticias/detalhe/42543/em-13-dias-caixa-preta-da-saude-recebe-mais-de-900-denuncias

http://gcn.net.br/noticia/250044/franca/2014/05/medicos-escancaram-caos-na-saude-e-denunciam-pirraca-na-santa-casa

Como Denunciar:

http://www.portalmedico.org.br/include/denuncia/denuncia2.asp

http://atarde.uol.com.br/brasil/noticias/1575287-site-permite-ao-cidadao-denunciar-mau-atendimento-no-sus

http://www.saude.sp.gov.br/

http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/

http://www.saude.rj.gov.br/programa-de-capacitacao-para-aperfeicoamento.html

Autor: (Crítico Social Fábio Fleck Filosofia Hoje).

O Rolezinho - O Som da Verdade #17



Olá! Minha coluna O Som da Verdade de hoje, será diferente.

Hoje vou abordar o assunto: "Rolezinho", este tema vem sendo noticiado a algum tempo, nos principais jornais, portais e nas redes sociais e por este motivo resolvemos tratá-lo por aqui.

Primeiramente, é necessário que você entenda como isso começou, então segue um breve resumo:
Desde o fim de 2013, jovens têm organizado encontros pelas redes sociais, principalmente, em shoppings da capital paulista e da Grande São Paulo. Os eventos ficaram conhecidos como "rolezinhos". A primeira iniciativa a ganhar repercussão aconteceu no Shopping Metrô Itaquera, Zona Leste de São Paulo, em 8 dezembro.  Algumas lojas fecharam com medo de saques e o centro comercial encerrou o expediente mais cedo.

Este tipo de encontro em lugares públicos-privados não é propriamente uma novidade em São Paulo.
E não começaram especificamente no ano passado. Ocorreram mais eventos deste tipo, como você pode ver em: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/conheca-historia-dos-rolezinhos-em-sao-paulo.html

Os passeios romperam a fronteira paulistana. Em Porto Alegre, há dois eventos sendo convocados por meio Facebook: no Shopping Moinhos, no próximo domingo, e no Barra Shopping, em 1º de fevereiro.
Resolvemos entrevistar os organizadores do evento Marcia Santos (Organizador do evento no Shopping Moinhos) e Luana Mendonça (Organizadora do Shopping Praia de Belas).

Por uma questão de receio quanto a retaliações por parte das autoridades e pessoas contrárias ao evento, os organizadores do evento, me pediram ajuda na divulgação, cobertura e organização e estou auxiliando e acompanhando, para evitar atos violentos.

Segue a entrevista:

1) Márcio. O que você acha sobre o que aconteceu nos "Rolezinhos" em SP? Qual sua opinião sobre o assunto? Rolezinhos acontecem desde a década de 80, 90, quando os shoppings se proliferaram pelas cidades brasileiras. O espaço sempre foi de lazer. Eu, por exemplo, fumei o meu primeiro cigarro dentro de um shopping.  Hoje não fumo mais e é proibido fumar em lugares fechados. Muita coisa mudou. O que piorou foi a educação no país. Chegou num ponto que o jovem da periferia é tão viciado no funk, que ele não respeita mais quem está do seu lado. Ele leva seu som para dentro do metrô, do trem e do shopping. Alguns se transformaram em vândalos. O grande problema é que nem todos são vândalos. E a PM truculenta e sem educação também, impediu a entrada desses jovens de maneira violenta, na maioria negros e pardos, de entrar nestes estabelecimentos comercias. Aí surgiu o problema.

2) Por qual motivo você acha que algumas pessoas "abraçaram esta causa" que ocorreu em SP, assim como você está fazendo? Acredito que os protestos realizados em junho não foram suficientes para sanar os anseios imediatos dos brasileiros. Estamos no ano da Copa do Mundo, muito dinheiro está circulando, muita corrupção está acontecendo. A inflação está sendo ocultada, os alimentos, serviços, impostos estão muito caros e ninguém está satisfeito com a atual política econômica do país. Assim como o preço da passagem no ano passado, o problema racial agora parece ser estopim do desconforto da população.

3) Tem pessoas que não sabem.O que é "Rolezinho" e qual o significado disso? Em São Paulo ir pra balada também pode ser definido como "dar um rolê". Os rolezinhos nos shoppings são momentos lazer dos jovens da periferia. Eles andam em turmas, escutam funk, namoram, paqueram. O que todo mundo já fez ou faz quando estava na idade deles. A diferença está nos novos hábitos desses jovens que se proliferaram, ganham seus salários, vivem ouvindo funk ostentação, e querem consumir em shoppings. Só que eles não se separam de suas caixas de som e causou o problema.

4) Por qual motivo você decidiu fazer isso em Porto Alegre? Eu vi que no Rio de Janeiro vai acontecer o evento no mesmo dia e horário que marquei aqui. Assim como lá, decidi apoiar a causa do racismo e da desigualdade. Acho que o país é um só, não somos um outro país. A causa lá e aqui é a mesma. O racismo aqui é bem pior que em São Paulo.

5) A principal preocupação das pessoas Márcio, é com a segurança. Como vocês estão tratando, programando este "rolezinho"? Como será no quesito segurança? Hoje vamos conversar com administração do Moinhos Shopping e definiremos se ocorrerá dentro ou fora do estabelecimento. Se for dentro, o shopping tem seus próprios seguranças. Se for fora, avisaremos a Brigada Militar sobre o ato.

6) Como será organizado, será dentro, fora, do Shopping? Queremos entrar. O encontro inicial será fora. Depois vamos percorrer os corredores do shopping até a praça de alimentação, civilizadamente, e faremos uma espécie de pic nic nas mesas do local.

7) O que mais as pessoas perguntam é: Para que fazer isso? O que você pensa sobre isso? Qual o propósito deste evento? Qual o efeito prático disso? O propósito, o motivo é um só: apoio aos jovens pobres e negros do país. Eu penso que protestar é cultura de países de primeiro mundo, aqui estamos em desenvolvimento, e as pessoas estão se acostumando com estes eventos. E por isso existem muitas dúvidas.

8) O que será feito lá no Moinhos efetivamente? O que vocês farão lá no local fisicamente? Vamos nos encontrar na rua, percorrer os corredores, assim como são os rolês. Iremos até a praça de alimentação e, num ato simbólico, será distribuído pão com mortadela. O ideal é que os pobres e negros se sintam a vontade e sejam bem vindos no shopping. Assim como deve ser em qualquer lugar.

9) Temos visto várias pessoas indignadas com estes Rolezinhos, dizem que há violência, arrastão, roubo, música alta, baderna, etc. O que você pensa sobre isso? E nós, teremos alguma destas coisas aqui em Porto Alegre? Como será?  Eu acredito que num futuro próximo não será diferente a introdução de pobres, negros e pardos que gostam de funk ocuparem espaços que antes não ocupavam. O país está num processo de mudanças sociais. No ato programado pra domingo não queremos violência, arrastão e musica alta. Queremos um rolê civilizado. É preciso deixar claro que pobre e negro pode sim ter educação. É preciso deixar claro também que o país precisa urgentemente de investimento na educação já que esse tipo de problema acontece numa cidade grande como São Paulo.

10) Você acha que existe preconceito racial, social, cultural? E Contra o Funk? Existe sim e não só no Brasil. Mesmo nos Estados Unidos, que já elegeu um presidente negro, existe. E talvez sempre vá existir. O que não pode acontecer é violar os direitos dessas pessoas. Em relação ao funk também existe ojeriza. E não deveria, pois o funk ouvido por estes jovens é genuíno, brasileiro. É a nossa cara. Infelizmente. O que podemos fazer agora é cobrar dos governantes, nossos representantes políticos, investimento na educação, e acreditar que, assim, a qualidade dessa música melhore.

Autor: (Crítico Social Fábio Fleck Filosofia Hoje)

Segurança pública: O Maranhão e o sistema prisional brasileiro - O Som da Verdade #16


Se o Brasil melhorou em tantos aspectos, em um precisamos perguntar se alguma medida efetiva foi tomada, em anos: Segurança Pública.

Um dos piores crimes é a violência do desprezo.

Nesta modalidade o Brasil é campeão. Não existe democracia quando alguém esta acima das leis e aqui muitos ainda estão, principalmente alguns políticos.

As cenas de decapitação, assassinato da menina em um ônibus incendiado, as desculpas da governadora do Maranhão, tudo isso mostra a incapacidade de certos políticos de lidar com a situação.

 As cenas de decapitação, assassinato da menina em um ônibus incendiado, as desculpas da governadora do Maranhão, tudo isso mostra a incapacidade de certos políticos de lidar com a situação.

São quase cinquenta anos mandando no estado, com índices alarmantes. Se hoje o Brasil tem 28% de trabalhadores sem carteira assinada, o índice maranhense supera os surreais 50%.

Dez dos quinze municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, encontram-se lá e apenas 6% da população estão em cursos superiores.

A Família Sarney dá nome a 161 escolas, no interior e na capital.

Há maternidades Marly Sarney (mulher dele), o Fórum Desembargador Sarney Costa, a Ponte José Sarney, a Rodoviária Kiola Sarney (mãe dele), a Avenida José Sarney, o Tribunal de Contas Roseana Sarney e o Fórum Trabalhista José Sarney.

O coronelismo desses chefes de Capitanias Hereditárias faz isso: miséria. Não se investe em nada que dê autoestima a esse povo. Sim. Pois o que mudou do Coronelismo, para cá? NADA!

A família Sarney, é a dona do Maranhão, tentam negar, mas são. 

Enquanto muitos passam fome, no ESTADO MAIS POBRE DOBRASIL e outros criticam os poucos programas sociais, como o Bols Família, taxando de: "COISA DE VAGABUNDO", para muitos lá, que nem água limpa tem, pode ser o único recurso. 

Já o governo do Maranhão deve gastar R$ 1 milhão para abastecer as geladeiras da residência oficial e da casa de praia da governadora Roseana Sarney neste ano. As licitações para compra de 80 quilos de lagosta fresca, uma tonelada e meia de camarão, 750 quilos de patinha de caranguejo, duas toneladas de peixe e mais de cinco toneladas de carne bovina e suína serão feitas, bem diferente da realidade do MA. Bom hein? REIS DO CAMAROTE!

Os 47 anos de história do Sarneísmo no Maranhão, são ilustrados pelos meios de comunicação os quais eles são os donos e desta maneira, continuam no poder. 

A desestruturação do sistema prisional brasileiro traz o descrédito da prevenção e da reabilitação do condenado. 

Nesse sentido, a sociedade brasileira encontra-se em momento de extrema perplexidade em face do paradoxo que é o atual sistema carcerário brasileiro, pois de um lado temos o acentuado avanço da violência, o clamor pelo recrudescimento de pena e, do outro lado, a superpopulação prisional e as nefastas mazelas carcerárias. 


A população carcerária mais que dobrou nos últimos dez anos. Foi de 233 mil presos, em 2000, para 496 mil no ano passado - um salto de 113%. Segundo dados do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça, só entre 2000 e 2005, a quantidade de presos subiu 55%, somando 361 mil.

A situação das penitenciárias atualmente no Brasil é calamitosa, cadeias e presídios superlotados, em condições degradantes e esse contexto afeta TODA a sociedade que recebe os indivíduos que saem desses locais da mesma forma como entraram ou piores.

Nesse contexto cresce a importância da adoção de políticas que efetivamente promovam a recuperação do detento no convívio social e tendo por ferramenta básica a Lei de Execução Penal e seus dois eixos: punir e “ressocializar”. Caso contrário, persistirá o triste espetáculo do “faz de contas”, com repercussão da reincidência e desprestígio das normas legais referidas.

Roseana deixará governo do Maranhão em abril para disputar uma vaga no Senado e garantir a permanência da família no poder, o que obrigará o Estado a fazer uma nova eleição para escolha do sucessor dela até janeiro de 2015.






Gastos de R$ 1 milhão do governo do Maranhão:


Meios de Comunicação dos Sarney: 


Eles são os donos de várias empresas de comunicação:


Roseana deixará governo do Maranhão: 

Se você é contra vai curtir? Curtir o quê? Gostou? Vai compartilhar por que?

Se você é contra vai curtir? Curtir o quê? Gostou? Vai compartilhar por que?

*Curta esta foto de uma criancinha machucada se você é contra violência infantil;
*Curta esta foto de um animal sem cabeça se é contra a violência com os animais;
*Curta esta foto de uma mulher sendo estuprada se você é contra o estupro;
*Curta esta foto de uma pessoa sendo humilhada se você é contra a humilhação;
*Curta esta foto de uma pessoa sendo morta se você é contra assassinato;

Agora curta uma foto sua, escrito "Sou Burro", se você é contra este post!

Isso faz sentido?

Meu amigo, se você é contra, vai curtir? Curtir o quê? Gostou? Vai compartilhar por que?

Você não é contra? Vai ajudar a disseminar isso na rede?

Você não ajuda em nada fazendo isso, só atrapalha e enche o saco também!

O Facebook é uma Rede social, é muito bom postar ideias, pensamentos, sua realidade, ou que você quiser, mas tome cuidado, este tipo de foto, vídeo e as vezes até textos mentirosos (hoax), são muito ruins!

Algumas pessoas acham que "divulgando", este tipo de material estão contribuindo.

Se quer ajudar alguém mesmo, de verdade, poste conteúdo original de qualidade, ou melhor: Clique em sair no canto superior direito do Facebook e vá ajudar alguém de verdade fisicamente lá fora! Aproveite e não conte a ninguém!

Esta é minha dica do dia de Internet para você! Espero que pense, repense e não faça isso!



(Crítico Fábio Fleck – Da página Filosofia Hoje).

Os cristãos que não curtem Cristo

Às vezes penso que cristianismo, não tem nada a ver com Cristo e outras vezes, quando vejo cristãos defendendo a pena de morte, machismo, racismo, homofobia, etc... acho que não aprenderam nada com Jesus.

Digo mais, acho que se estes que se dizem cristãos estivessem lá na época dele teriam gritado: Crucifica!!! (Crítico Fábio Fleck – Da página Filosofia Hoje).



O ódio que se afirma no ódio

Tem um pessoal ai, que diz que racismo, homofobia, misoginia não existem e que movimentos sociais, são grupinhos que só se fazem de coitadinhos. É exatamente isso que o opressor pensa e quer fazer todos pensarem.

Esse tipo de gente também diz que suas vítimas ‘se fazem de coitadinhos’... coitadinhos vagabundos que sofrem porque querem, por que escolheram um tipo de vida que deve ser punido.

Os opressores querem que ninguém reflita sobre a origem do preconceito, da violência e do ódio, pois sabem que qualquer investigação rasa sobre isso apontará para seus rabos.

Pois é... talvez, nenhum movimento social ‘mude nada’, mas pelo menos tentam fazer algo pelo ser humano e pelo menos ainda temos alguns que pensam nas vítimas. (Filósofo Fabio Goulart & Crítico Fábio Fleck – Da página Filosofia Hoje).


Facebook fora do ar ?



Só o boato da possibilidade de tirar o Facebook Brasil ‘do ar’ (como aliais já foi feito com o You Tube ), já demonstra que no Brasil estamos engatinhando com o entendimento sobre Internet, Rede Social e Provedor de Conteúdo. O Analfabetismo Virtual ainda é o norte dos juízes que tentam julgar estas causas. . (Colunista Fábio Fleck – Da página Filosofia Hoje).

Bandido morto...e agora? Isso é bom?

Não sou idiota a ponto de ficar chorando a morte de ladrão ou de criticar um policial que entre matar ou morrer fez o que era “necessário”. Mas não comemoro morte de bandido, na verdade fico preocupado com a situação da segurança pública atual e o que sinto é a total falta de segurança, educação, etc... “Bandido bom é bandido morto?” quem disse isso não consegue ver um palmo a frente do próprio nariz.

O bom seria se nossa sociedade conseguisse criar condições para que não existissem bandidos.

É triste olhar para um país e ver um povo glorificando a violência e comemorando quando um criminoso morre, claro que isso é compreensível, afinal se trata de um povo que se auto julga “sem escolhas” devido a insegurança pública e a péssima educação escolar, por isso prefere ver a mãe do ladrão chorar que ver chorando a mãe de um cidadão de bem, eu também penso assim, seria burrice pensar diferente, porém devemos refletir um pouco a situação.

Certas vezes me questiono, se não é esta força negativa e esta tratativa de alegrar-se com a “vitória, ou derrota” de uns e outros que acabam alimentando de certa forma, tanto a criminalidade? Toda semana morre um ou outro cidadão de bem num assalto como este, também faz menos de um mês que um inocente foi morto por um PM em situação idêntica quando saia da garupa da moto de um amigo para pegar a sua moto num semáforo... mas o povo esquece... glorifica a violência e nem percebe que este comportamento só reforça a violência.

Muitos comentaram neste caso que "o patrimônio vale mais que uma vida", certamente o ladrão pensava assim. Na verdade todo criminoso pensa assim, por isso sai pra matar e morrer. Ou seja, o pensamento “bandido bom é bandido morto” tem a mesma origem do pensamento criminoso que é capaz de assassinar um pai de família para roubar-lhe sua moto.

O verdadeiro horror é vivermos num sistema onde o desfecho da situação entre “O bandido, o policial e a vítima” hora ou outra tem finais distintos, as vezes morre um, outras vezes morre outro, porém temos já como certo que isso irá acontecer. Neste cenário o fato do policial matar o bandido é mera contingência.

Como já ouvi certa vez em um documentário, depois de matar um garoto, o policial pensou: "- Eu perco, ele perde, a sociedade perde e eu me pergunto todo dia, quem é que ganha???" Uma coisa me parece clara: Está nos faltando senso de humanidade, sem isso não podemos lutar contra a desigualdade, muito menos contra a violência. (Colunista Fábio Fleck & Filosofo Fabio Goulart – Da página Filosofia Hoje).


Prenderam o “Batman”, mas Natan o deputado “Danadão”, não perdeu o mandato! - O Som da Verdade #15


O “Batman” foi preso! Sim, ele foi preso no Rio de Janeiro, pois estava participando de um protesto com a fantasia de super-herói.

Um grupo de manifestantes se reuniu na frente do Ministério Público, no centro do RJ, na tarde de quarta-feira (25/09), para fazer um ato nacional pela liberdade dos presos políticos e contra o terrorismo de estado.

Eron Moraes de Melo, 32, foi para uma manifestação fantasiado de Batman e foi detido por policiais militares, pois se negou a retirar a máscara.

Definitivamente não há como decidir se isso tudo é engraçado, ou não, pois a situação é complicada. Imagine você ver o Batman sendo preso, por estar protestando. Devido à lei 2.405/13, instituída em tempo recorde pelo governador Sérgio Cabral, Eron foi preso, fazendo aquilo que a polícia de Gothan nunca conseguiu.

Por outro lado, temos o caso do Natan, o deputado “Danadão”, que foi condenado a 13 anos de detenção pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por peculato e formação de quadrilha, mas que não perdeu o mandato.

A Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato de um deputado condenado e já preso por roubar oito milhões de reais dos cofres públicos. Mas a pergunta é: O que ele irá fazer com o mandato? Vai continuar trabalhando diretamente do presidio, ou irá até a câmara trabalhar?

Também temos o caso do julgamento do mensalão, que se arrasta por longo tempo, mas que sempre é interrompido, ou adiado por uma surpresa de última hora.

Proibir o uso de máscaras em manifestações é como substituir a polícia pela Mãe Dináh, pressupondo que os que estão usando máscaras estão cometendo crime! Mas que crime?

Sabemos que o uso destas máscaras, iniciou-se há pouco tempo e teve origem nas manifestações de Junho e é utilizado como um símbolo pelos manifestantes. Também sabemos que esta proibição que só acontece no RJ é uma espécie de vingança do governador do RJ para com os manifestantes, principalmente pelo fato de que a maioria deles também é a favor da saída de Sérgio Cabral do poder.

O argumento utilizado na época foi bem aceito por grande parte da população, pois tinha em vista a proteção do estado contra o vandalismo e a violência nos protestos. A coerência está em pedir a identificação da pessoa com a máscara, mas não proibir o uso.

Os principais motivos dos protestos foram a corrupção política e a maneira como os brasileiros estavam lidando com ela, ou seja, esta reação por parte do governo a curto prazo, é uma medida coíbe os protestos pelo medo de ser preso de muitos, mas também serve de combustível para dar continuidade aos mesmos por parte daqueles que estão dispostos a desafiar uma lei como esta.

Diversos especialistas em direito, discordam totalmente com esta prática de proibição de uso de máscaras.

Por fim uma última análise:

“Enquanto o diagnóstico é perspicaz, a solução proposta é controversa.

Nos extremos, é subjetiva. Por exemplo, incluiria véus? Burcas? Quantas pessoas formam uma manifestação? Quando o ato torna-se público? E se a máscara for a mensagem do protesto em si? E o Carnaval, como fica?

Mas, para ficar em problemas imediatos: se a máscara em si for considerada uma forma de expressão, a Assembleia estará legislando contra uma norma da Constituição Federal.

Segundo, é a eliminação de um direito individual de todos como forma de resolver um problema causado por alguns. Pior: a eliminação desse direito é imposta para remediar a ineficiência do Estado em coibir e punir atos ilegais desses poucos.

Ademais, é a certeza da perda de um direito a favor da possibilidade da resolução de um problema. Não há garantia que criminosos deixarão de delinquir. Tampouco é certo que, identificados, a polícia os prenderá e a Justiça os punirá. Afinal, ainda que com mais dificuldade, já poderiam fazê-lo agora.

A “única certeza é que o direito individual de todos não só dos baderneiros, já não existirá”.

(GUSTAVO ROMANO, 36, mestre em direito pela Universidade Harvard e em administração pela London Business School, é editor do site "Para Entender Direito").

Autor: Fábio Fleck

A Maldição de Cuba - O Som da Verdade #14



O Ministério da saúde assinou um acordo com a Organização Pan-americana de Saúde, para a contratação emergencial de médicos, neste caso 4 mil cubanos.

Esta medida, nada mais é do que aquela “resposta” prometida aos protestos deste ano pelo Governo Federal que visa levar médicos para as áreas mais pobres do país, situadas principalmente entre as regiões Norte e Nordeste.

É obvio que esta medida por si só, não resolve muita coisa, pois o investimento em equipamentos, hospitais e recursos básicos, precisam acompanhar estes programas do governo, mas é vergonhoso ver críticas na contramão da razoabilidade e bom senso.

Mesmo depois de muitos anos, o Brasil ainda sustenta aquela velha visão aristocrata inútil em muitas pessoas. Privilégios, influência política, vestimenta e locais exclusivos, ditadores das “regras” de tudo no país. Nobres Fidalgos em seus palácios.

A opinião da Jornalista Micheline Borges, infelizmente também é o pensamento de muitos brasileiros, que costumam olhar as pessoas de cima para baixo, julgando as aparências e como sempre, querendo negar direitos e rotular pessoas e profissões.

Vivem em um mundo, onde a “aparência é tudo”. Onde a roupa que a pessoa está usando é mais importante do que o trabalho e competência e onde a “cara da pessoa” é o principal.

Este é um “mundo” preocupante, pois todos nós deveríamos ser “parecidos”, como humanos que somos, mas também "diferentes" como humanos que somos .
Não há como ficar indiferente com este tipo de situação, que mais uma vez nos é apresentada.

“Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas têm uma cara de empregada doméstica. Será que são médicas mesmo? Afe, que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõem a partir da aparência... coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? E febre amarela? Deus proteja o nosso povo”, Foi a declaração postada por Micheline no Facebook, o que gerou uma séria de discussões na internet, fazendo ela excluir suas contas em todas as redes sociais.

Quando será que esta Mentalidade-Micheline acabará? E Será que acabará?

Autor: Fábio Fleck

domingo, 26 de maio de 2013

Marco Feliciano Presidente da CDHM - O Som da Verdade #13



Desde que o Deputado Federal Sr. Marco Feliciano assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, não houve sequer um momento até agora, o qual qualquer um dentro da comissão pudesse trabalhar.

Assim que noticiada a posse do Pastor Marco Feliciano, o mesmo recebeu incessantes críticas e todo tipo de protesto foi instaurado dentro e fora das bancadas e na Câmara.

Todo este “estardalhaço” tem um motivo especial, que são as declarações que o atual presidente da CDHM fez em sua conta no Twitter pessoal que também utiliza para promoção pública e demais funções, tais como a de pastor por exemplo.

Algumas declarações são antigas e outras são recentes, porém caminham em sentidos parecidos, ou seja, todas elas são sobre minorias, mas não a favor e sim contra.

É difícil mensurar com certeza e clareza quantas foram as declarações sobre o assunto e qual o real sentido, tendo em vista que o mesmo hora fala como parlamentar, hora fala como pastor, hora fala como cidadão e às vezes como Presidente da CDHM, porém estas foram as principais declarações do Deputado:

"- Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids, fome... Etc", escreveu o deputado na ocasião. 

"- A podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição".

“- Pois depois da união civil virá a adoção de crianças por parceiros gays, a extinção das palavras pai e mãe, a destruição da familia.”

"- preciso do apoio de pessoas cristãs ou não, que sejam contrarias a união civil homossexual que é apenas a porta de entrada para o caos."

É impossível que alguém com o mínimo de sensatez, ou conhecimento sobre os direitos humanos não se indigne com as frases acima.

Obviamente que com o intuito de driblar inclusive os processos que ele pode contrair, quando questionado sobre as afirmações, ele diz que tudo isso não passou de um debate teológico a fim de constatar se tais linhas de estudos tinham alguma relevância, ou não.

Com essa manobra argumentativa, poderíamos excluir as frases sobre os negros e o continente africano. Mas como se livrar das frases contra os homossexuais?

Não há como se desfazer de algumas posições, mesmo com os melhores argumentos do mundo e tal posição conservadora e antidemocrática é infinitamente ultrapassada e ignorante. 

Sem contar as falácias pronunciadas todos os dias, preconceitos, hora velados e hora nítidos e até mesmo a pobreza cultural e desonestidade intelectual de ser contra a “ideologia do homossexualismo", ou até da homossexualidade e não ser contra os homossexuais, vamos nos ater a outros fatos. 

Como um pastor evangélico, Marco Feliciano é naturalmente contra o homossexualismo e sustenta esta ideia segundo sua interpretação religiosa sobre a Bíblia Cristã. Ele já assumiu publicamente que, além disso, como cidadão ele é contra atitudes homossexuais públicas e que não aprova a “conduta” homossexual. Até ai isso não configura um problema...Existem milhões de outros argumentos e informações sobre ele nesta questão, mas questionaremos apenas um deles. Se o SR. Marco Feliciano é contra o a ideologia do homossexualismo que provem de uma minoria e inclusive retira da pauta as lutas dos homossexuais ele não está no lugar errado para fazer isso? Tendo em vista que a CDHM foi criada para defender o direito das minorias?

Mas talvez você diga que o presidente é apenas um juiz que está lá para ser imparcial e defender seus posicionamentos com parlamentar que é. Mas a dúvida é: Ele está sendo imparcial? Ele está defendendo seus posicionamentos, ou retirando as lutas da pauta subtraindo conquistas e inserindo seus interesses acima dos demais?

Mesmo afirmando que: "- A podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição"Ele salienta que não é homofóbico. 

Além disso, Marco Feliciano diz que: 

“- Me baseio muito na posição política de Martin Luther King, foi um herói, um mártir. E ele tem algo em comum comigo: ele também era pastor. A diferença é que ele viveu um outro século, de outras diferenças, de outras aspirações”.

O parlamentar afirmou também ser contra o projeto de lei que tramita no Senado em defesa da criminalização de atos de preconceito por orientação sexual.  Para ele, o projeto fere o seu direito de pensar e pode causar perseguição religiosa.

“- Dentro do projeto há pontos obscuros. Um deles é que a pessoa não pode ser constrangida nem sofrer qualquer tipo de preconceito. Se um casal do mesmo sexo quiser casar na minha igreja e eu falar que não pode, que é a nossa ideologia, se a pessoa recorrer à polícia e considerar que foi constrangida, é crime inafiançável”.

“- O problema não é a comunidade gay. Eu tenho amigos que são e são pessoas completamente equilibradas. O problema são os ativistas. Eles fazem o que já fizeram comigo, que é tentar destruir a minha imagem e falar pra sociedade que você é uma coisa e que não é”.

Para o deputado, é necessário que a Comissão de Direitos Humanos não se limite à discussão de projetos para alguns grupos e minorias. Ele defendeu debate de temas como tráfico internacional de pessoas.

Além de se comparar ao pastor americano Martins Luther king que defendia as minorias negras que eram impedidas de frequentar os mesmos cultos que a maioria branca e sofriam demasiados preconceitos, assim como os homossexuais hoje, ele ainda acredita que se a PL122 for aprovada anulará o 5° Artigo da Constituição sobre a liberdade religiosa, de culto e de livre expressão e por último acusa e culpa os ativistas sociais por tentar destruir a imagem dele.

Mas e ele, será que pensou que suas declarações estão destruindo sua imagem?

E para encerrar, já que o pastor Martin, que lutou tanto pela igualdade e direitos humanos foi lembrado fica outra pergunta também, se trocássemos a palavra Gay pela palavra Cristão, será que as lutas fariam mais sentido? Será que mais pessoas se indignariam?

Pois é, hoje homossexuais lutam por direitos básicos e irrisórios, amanhã, pode ser você!

Fique agora com algumas imagens:








Fontes: 

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cdhm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Comiss%C3%A3o_de_Direitos_Humanos_e_Minorias

http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/03/marco-feliciano-e-eleito-presidente-da-comissao-de-direitos-humanos.html

http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/03/pastor-contrario-lei-anti-homofobia-e-indicado-para-comissao-na-camara.html

http://www.marcofeliciano.com.br/

https://twitter.com/marcofeliciano

https://www.facebook.com/PrMarcoFeliciano

http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20130405130552&cat=brasil&keys=feliciano-acidente-mamonas-castigo

A educação no Brasil - O Som da Verdade #12




Considera-se que este tema é dos mais importantes para o desenvolvimento do país.
O que é verdade, tendo em vista que este é o caminho natural para alcançar qualidade de vida. O indivíduo precisa cursar o ensino fundamental, ensino médio e posteriormente escolhe seu caminho, que pode ser um curso técnico, um curso profissionalizante, ou uma universidade.

Existem pessoas que optam por fazer um curso técnico e depois universidade, ou até mesmo não fazer universidade. Não existe uma receita obrigatória de como e o que estudar, pois isso depende de cada um, da vida, das inspirações, dos gostos e de demais acontecimentos. 

Após os estudos, é hora de procurar um bom emprego o qual você possa exercer e utilizar o que você aprendeu neste tempo todo que empregou sua dedicação.

É verdade que existem fatores que ocorrem na vida, o qual pode contribuir, ou não para que você estude ou continue estudando. Por exemplo, se você ganhar na Mega Sena e não quiser mais trabalhar, fundar uma empresa de sucesso e precisar parar de estudar, por falta de tempo e precise se dedicar unicamente para o trabalho. Existem também pessoas que não querem fazer faculdade. 

O ensino fundamental e o ensino médio são os ensinos básicos e as pessoas não precisam necessariamente fazer um curso técnico, ou universidade.

A questão é que você vai se deparar com a escolha do emprego e se deparar com a necessidade de ganhar mais, ou precise atingir metas e objetivos pessoais e é ai que entra a necessidade de se qualificar cada vez mais.

Em um período anterior, o ensino superior era uma dádiva para poucos, mas está ficando cada vez melhor e mais fácil estudar e se tornar um especialista na área em que você escolher. Obviamente, falta muito ainda para o Brasil neste sentido, mas já conseguimos avanços significativos. Porém, precisamos chegar muito mais longe e cobrar isso de todos.

O Brasil ficou na penúltima posição em um índice comparativo de desempenho educacional feito com dados de 40 países. O ranking, divulgado nesta terça-feira (27) pela Pearson Internacional, faz parte do projeto The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental.

A Finlândia e a Coreia do Sul ficaram com os dois primeiros lugares do topo. Já o Brasil só ficou à frente da Indonésia, o que só mostra que precisamos ir muito além das conquistas atuais.

Os investimentos em educação feitos pelo Brasil nos últimos anos cresceram. Porém, ao contrário de outros países com o mesmo perfil de desenvolvimento, a qualidade de ensino não acompanhou o aumento desses gastos. A conclusão faz parte de um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no final do ano passado.

O Brasil continua na 85ª posição no ranking mundial de IDH, em consequência da educação.
A educação no Brasil, segundo o que determina a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) deve ser gerida e organizada separadamente por cada nível de governo. 

O Governo Federal, os Estados, o Distrito Federal e os municípios devem gerir e organizar seus respectivos sistemas de ensino. Cada um desses sistemas educacionais públicos é responsável por sua própria manutenção, que gere fundos, bem como os mecanismos e fontes de recursos financeiros. 

A "nova constituição" de 1988, reserva 25% do orçamento do Estado e 18% de impostos federais e taxas municipais para a educação, mas na verdade estamos muito longe disso.

Autor: Fábio Fleck